segunda-feira, 9 de junho de 2025

O mundo perfeito

Afonso Viana da Costa   09/06/2025

 E se toda a tristeza desaparecesse? E se toda a pobreza desaparecesse? E se até a mais ínfima imperfeição desaparecesse? As redes sociais são a desconstrução do mundo como o conhecemos (ou conhecíamos) e a sucessiva construção dum lugar desumano, sem espaço para sentimentos, onde apenas existe a perfeição.

domingo, 8 de dezembro de 2024

Fundamento ético e político dos direitos humanos

 Rita Ferreira   31/05/2023

 O problema da universalização dos direitos humanos já é colocado desde a existência dos mesmos. Na sua essência este problema é discutido por várias importantes organizações mundiais. Proponho-me defender a tese de que os direitos humanos não se conseguem universalizar.

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Será a eutanásia um ato médico eticamente aceitável?

Joana Quatorze   31/05/2023

O problema da legalização da eutanásia não é do séc. XXI, já vem desde tempos antigos. O debate público e académico sobre a eutanásia, foi instaurado no final do séc. XX e inícios do séc. XXI. Esta mudança deve-se sobretudo a uma alteração significativa na epidemiologia da mortalidade humana.

Atualmente, dois terços das mortes nos países mais desenvolvidos são causadas por doenças degenerativas, particularmente cancro e cardiovasculares, sendo a esperança de vida mais de 80 anos, um contraste muito grande com a história, onde a esperança de vida era cerca de 40 anos.

A legitimidade da eutanásia como uma prática médica eticamente correta é todos os dias posta em causa. Será então que a eutanásia é um ato médico eticamente aceitável?

Devem os médicos poder trabalhar tanto no público como no privado?

Joana Quatorze   31/05/2022

 O problema do regime de exclusividade médica é tão antigo desde o governo de Aníbal Cavaco Silva. Questiono-me se devem ou não os médicos poder trabalhar tanto no público como no privado.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Qual é que é o pior lado da moeda: o Hamas ou Israel?

Tiago Almeida   20/12/2023

 Atualmente, no Médio Oriente, decorre um conflito entre Israel e o Hamas. Começou quando o Hamas atacou Israel, o que resultou na morte de vários civis israelitas, em áreas residenciais, e as forças israelitas criaram um cerco à Faixa de Gaza e também atacaram essa região com mísseis, resultando na morte de muitos civis palestinianos. Podemos aferir que esses ataques podem ser em áreas urbanizadas ou uma forma de “diminuir” os representantes do grupo Hamas. Será que a solução passará por conversações de paz ou por um acordo entre forças terroristas?

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

O futuro da IA

 A tecnologia desempenha um papel cada vez mais proeminente nas nossas vidas. Desde a revolução industrial até a era digital, a tecnologia tem transformado a forma como vivemos, trabalhamos e comunicamos. Hoje, a tecnologia permeia quase todos os aspetos do nosso quotidiano.

 Por um lado, a IA oferece uma automação eficiente de tarefas repetitivas, aumentando a produtividade, é precisa e eficiente, proporciona personalização de experiências, como recomendações de restaurantes com a análise dos nossos dados, e avanços notáveis na medicina, melhorando diagnósticos e tratamentos. 

 No entanto, à medida que a tecnologia se torna mais omnipresente, também surge a necessidade de reflexão crítica. Questões sobre possibilidade de desemprego tecnológico, falta de transparência nalgumas decisões de IA, ameaças à privacidade de dados, segurança cibernética e o impacto da automação na sociedade são apenas alguns dos muitos desafios que enfrentaremos. A necessidade de regulamentação e ética na inovação tecnológica torna-se cada vez mais premente.

 Visto isto, compilei alguns dos problemas filosóficos que mais me preocupam.

 A tecnologia já nos capacita a manipular o código genético, prometendo corrigir defeitos hereditários e, potencialmente, aprimorar características. No entanto, até que ponto devemos ir? A modificação genética para melhorar habilidades físicas ou intelectuais levanta questões sobre a igualdade e a autenticidade da experiência humana.

À medida que a tecnologia se torna mais presente nos nossos corpos, por exemplo, através de próteses avançadas ou implantes neurais, surge a questão: onde termina o ser humano e onde começa a tecnologia? A que ponto devemos permitir esta fusão?

 A criação de sistemas de IA mais avançados desafiar-nos-á a redefinir o que entendemos como consciência e inteligência. Se uma IA exibe comportamentos complexos e autonomia, tal como um ser humano, devemos de lhe atribuir algum tipo de essência ou subjetividade? Devemos de lhe dar direitos? Devemos de a incluir na sociedade?

Afonso da Costa

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Centro de Documentação 25 de Abril

 O Centro de Documentação 25 de Abril, que pertence à Universidade de Coimbra, recolhe, recupera, organiza e expõe documentos relacionados não só com a Revolução dos Cravos, mas com toda a segunda metade do século vinte português, tais como revistas, cartazes, panfletos, cartas, recortes de imprensa, registros audiovisuais e iconográficos, autocolantes e crachás.

 Fundado em 1984, a pedido de um grupo de alunos e professores universitários ligados à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, na sequência da constatação de que muitos documentos alusivos ao Estado Novo e ao período da Revolução estavam a ser comprados por organismos estrangeiros, tornou-se num dos mais importantes arquivos nacionais sobre história portuguesa do século XX.

 Mais do que um mero arquivo, o Centro de Documentação 25 de Abril é um espaço de preservação da memória e da herança democrática lusitana. Está sempre disposto a acolher estudantes, investigadores e o público em geral, convidando-os a mergulhar nas páginas da história portuguesa.

 Para além de ser um espaço de investigação, o Centro promove uma série de iniciativas, como conferências, exposições e debates, que contribuem para informar e imergir a população nos acontecimentos de abril de 1974 e no contexto histórico-económico em que ocorreram.

Afonso da Costa

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Operações financeiras

Leasing

 O leasing é um acordo financeiro onde uma parte, conhecida como "locador", permite que outra parte, o "locatário", utilize um ativo (como um veículo, equipamento ou propriedade) por um período de tempo específico, em troca de pagamentos periódicos. O locador mantém a propriedade do ativo, mas o locatário adquire o direito de utilizá-lo pelo período acordado.

Franchising

 O franchising é um modelo de negócio em que uma empresa concede a uma outra o direito de operar um negócio usando a marca, produtos e métodos de operação já estabelecidos.

 O detentor da marca fornece o know-how, isto é, fornece os seus conhecimentos, fornece produtos e suporte, podendo exigir a decoração do espaço e receber uma percentagem das vendas.

 Mesmo tendo de se pagar, é vantajosa a associação a grandes marcas, pois o nome destas já possui boa reputação e sucesso.

Factoring

 Denomina-se factoring quando uma empresa cede créditos comerciais a uma instituição financeira que lhe adiantará parte do pagamento da dívida da empresa cliente, ficando assim responsável por cobrar, posteriormente, a mesma.

 Esta prática é especialmente útil para empresas que necessitam de liquidez imediata para financiar as suas operações, pagar fornecedores ou investir e que não podem esperar pelo tempo normal de pagamento.

Dumping

 Dumping é uma prática comercial em que uma empresa vende produtos ou serviços a preços abaixo do custo de produção ou do preço de mercado no país de origem, com o objetivo de ganhar vantagem competitiva e prejudicar os concorrentes locais.

 Esta prática pode ocorrer quando uma empresa tem capacidade de produção, demasiada oferta ou quando deseja ganhar uma participação de mercado significativa em um curto período de tempo. O dumping pode ter efeitos negativos na indústria local, levando à redução de preços, diminuição dos lucros e, em casos extremos, à falência de empresas concorrentes.

 O dumping não é uma prática legítima e é vista como uma violação das regras comerciais internacionais, pois distorce a competição justa no mercado global. Para o combater, diversos países têm leis e regulamentos.

Dumping social

 O dumping social refere-se a uma prática em que as empresas procuram obter uma vantagem competitiva ao reduzir os custos associados à mão-de-obra, muitas vezes em detrimento dos direitos e condições de trabalho dos seus funcionários. Isto pode envolver o pagamento de salários abaixo do padrão estabelecido, a violação de regulamentos de segurança e saúde no trabalho ou a falta de benefícios adequados.

 Este ocorre em países pouco desenvolvidos, onde os governos incentivam este método para atrair empresas e criar riqueza, sacrificando o bem-estar dos trabalhadores. Países como a China, Tailândia, Vietname, Laos, Cuba, Venezuela, entre outros, são ótimos exemplos.

Sociedade Corretora

 Uma sociedade corretora é uma empresa que atua como intermediária nos mercados financeiros, facilitando a compra e venda de valores mobiliários (como ações, títulos e outros instrumentos financeiros) em nome de investidores. Estas sociedades desempenham um papel importante na operação dos mercados de capitais.

Capital de risco

 O capital de risco é um tipo de financiamento fornecido por investidores a startups e empresas em incubação que têm um alto potencial de crescimento. Estes investidores injetam capital na empresa em troca de uma participação acionária.

 O capital de risco é comumente utilizado nos setores de tecnologia e inovação, onde as empresas necessitam de investimentos substanciais para pesquisa, desenvolvimento e expansão. Na maior parte das vezes, os investidores estão cientes de que há um risco significativo associado a empresas em estágios iniciais, mas estão dispostos a arriscar, porque, se a empresa for bem-sucedida, os retornos são bastante elevados.

Afonso da Costa

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Investimento direto do exterior em Portugal

 O Investimento Direto do Exterior ou Estrangeiro (IDE) dá-se quando uma empresa multinacional ou uma pessoa singular de um país investe nos ativos de outro país ou assume uma participação no capital das suas empresas. Normalmente, assume a forma ao adquirir uma participação numa empresa existente no país estrangeiro ou de criar uma filial para expandir a exploração de uma empresa existente desse país.

 O IDE potencia o desenvolvimento do tecido empresarial das economias recetoras, através da transferência de tecnologia, a criação de emprego, promoção do comércio internacional e acesso a mercados financeiros. Para as entidades investidoras pode proporcionar acesso mais próximo a matérias-primas, ao mercado do produto, ou a fator trabalho mais barato.

 O Investimento Direto Estrangeiro tem evoluído ao longo dos tempos. Portugal, em 2022 teve 248 projetos de IDE anunciados, o que traduz um crescimento de 24% face aos 200 do ano anterior. Com estes projetos, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) tem um valor registado de 2,4 mil milhões de euros em investimentos estrangeiros. Assim, Portugal subiu para a sexta posição dos países europeus com mais projetos de Investimento Direto do Exterior, além de ter sido o segundo país da Europa que mais cresceu em número de projetos, segundo a EY European Attractiveness Surrey 2023.

 As vantagens que podemos destacar do Investimento Direto do Exterior são: contribui para o aumento da produção; permite a criação de emprego nos países recetores; e pode acelerar o seu crescimento económico. Também há a transmissão de tecnologia entre países, que pode levar a obtenção de ganhos na produtividade ao introduzir novas formas de gestão e organização de trabalho.

 O Investimento Direto do Exterior assinala a excessiva dependência da economia em relação a este tipo de investimento, tornando-a vulnerável às exigências destes investidores. Muitas vezes, os lucros são investidos noutros países, não permitindo a continuidade do projeto ou limitando a sua expansão.

 Em 2021, com base no Banco de Portugal, a Espanha foi o país que mais investiu diretamente em Portugal. Portugal também foi o maior investidor, ou seja, empresas subsidiárias, portuguesas, fora do país que investem no próprio país. Na seguintes posições estão a França com o Reino-Unido atrás e, por fim, a China.

Maria Rita Santos

quarta-feira, 31 de maio de 2023

A arte dos tapetes de flores em Ceira dos Vales

 Em Ceira dos Vales, uma pequena localidade pitoresca pertencente à Lousã, os habitantes têm uma tradição que floresce a cada ano: tecer tapetes de flores para celebrar a procissão das velas em honra da Nossa Senhora de Fátima. É um hábito que se renova e enche de cor e perfume as ruas da comunidade, dando as boas-vindas a esta importante manifestação de fé.

 A preparação para este evento especial começa muito antes da procissão. Depois de uma árdua semana de preparativos, cada morador, com amor e dedicação, embeleza a área ao redor da sua casa, assim como as casas dos seus familiares, com uma miríade de deslumbrantes flores. É um espetáculo de criatividade e união, onde as habilidades artísticas e o amor pela Natureza se encontram.

 Os tapetes de flores são compostos por uma variedade de espécies florais, cuidadosamente selecionadas para criar composições visuais ricas. Rosas vibrantes, margaridas delicadas e outras flores típicas da região são colhidas com carinho e dispostas em desenhos intricados que cobrem as ruas da aldeia. Cada pétala é um pincel de cor que transforma a estrada numa verdadeira obra de arte efémera.

 A tradição dos tapetes de flores em Ceira dos Vales transcende a mera estética. É uma forma de expressão cultural, devoção religiosa e união comunitária. Os moradores dedicam horas preciosas para a preparação, trabalhando em conjunto para criar algo verdadeiramente especial. A cooperação e a partilha de conhecimentos entre gerações são fundamentais para garantir a preservação desta arte ancestral.

 Quando a procissão das velas finalmente chega, as ruas transformam-se num caminho de cores e aromas que guiam os fiéis na sua jornada espiritual. Cada passo é acompanhado por uma explosão de fragrâncias e um espetáculo visual ímpar. É uma experiência sensorial única, onde a fé se entrelaça com a beleza da Natureza, que deixa uma marca indelével nos corações daqueles que participam.

 A tradição dos tapetes de flores de Ceira dos Vales é um testemunho vivo da união entre arte, fé e comunidade. Esta fascinante manifestação cultural e religiosa resplandece ao longo da procissão das velas enquanto envolve os participantes numa atmosfera de beleza e espiritualidade. É um exemplo de como um lugar tão diminuto pode possuir um encanto tão profundo.

Afonso da Costa

Utilização dos rendimentos: poupança e consumo

 A utilização dos rendimentos define-se como a forma que as famílias repartem o seu rendimento disponível, em consumo ou poupança. O consumo é uma atividade económica que se pode definir pela aquisição de bens e serviços, com o objetivo de satisfazer as necessidades duma família. Uma parte significativa do rendimento das famílias vai ser usada para o consumo.

 São exemplos de fatores que influenciam o consumo o preço dos bens, o rendimento dos consumidores, a inovação tecnológica, a moda, a tradição e a publicidade.

 A poupança corresponde à parte do rendimento disponível das famílias que não é gasto em despesas de consumo. As famílias preocupam-se com a possibilidade de ocorrerem imprevistos, tais como: doença, gastos futuros, desemprego,… por isso deixam algum dinheiro de lado todos os meses para estarem preparadas caso alguma coisa aconteça.

 Poupança = Rendimento disponível - Despesas de consumo

 Alguns dos fatores que influencia a poupança são o rendimento, os preços, a estrutura etária e a inflação.

 O consumo e a poupança variam numa razão inversa, já que, quando o consumo aumenta, a poupança diminui e, quando a poupança aumenta, o consumo diminui. São conceitos que estão inteiramente interligados.

 O consumo é um fator que depende do rendimento. Existe a tendência de aumentar o consumo quando o rendimento aumenta, já que o salário nominal é maior.

Maria Ana Rodrigues

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Paradoxo da poupança

 A questão do paradoxo da poupança proporciona interessante debates sobre os efeitos da poupança na economia de um país. Tradicionalmente, a poupança é vista como uma prática positiva e responsável, mas o paradoxo da poupança destaca um aspeto contraditório deste conceito.

 Segundo o renomado economista John Maynard Keynes, o aumento da poupança por parte dos indivíduos pode levar a uma diminuição na procura agregada, o que, por sua vez, pode resultar numa redução da atividade económica. Esse fenómeno ocorre devido à ligação entre o rendimento dos indivíduos e os gastos em bens e serviços. Quando as pessoas decidem poupar mais, a procura agregada diminui, o que pode levar a uma redução na produção e no emprego.

 O paradoxo da poupança tem implicações significativas para a economia de um país. Se todos os indivíduos reduzem os seus gastos e aumentam as suas taxas de poupança, diminuindo o consumo, as empresas sofrem uma queda na procura dos seus produtos e serviços, resultando em lucros muito mais baixos. Isto causará demissões, reduzirá os investimentos e afetará substancialmente o PIB. Se as famílias continuarem a poupar, irá formar-se um ciclo vicioso.

 É importante destacar que a poupança desempenha um papel fundamental na economia. É necessária para financiar investimentos, incentivar a acumulação de capital e garantir a estabilidade financeira. No entanto, é necessário encontrar um equilíbrio adequado entre poupança e o consumo, para evitar os efeitos negativos do excesso de poupança.

Afonso da Costa

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Salário indexado à taxa de inflação

 Quando as pessoas experienciam grandes variações da inflação, elas dinamizam-se e tomam medidas para se protegerem contra a acentuada subida ou descida dos preços. Uma destas medidas é a indexação dos salários à taxa de inflação, ajustando o valor do mesmo, automaticamente, à evolução da inflação.

 Recorre-se a esta medida porque, se ocorrer um agravamento da inflação e o salário nominal permanecer igual, o salário real vai diminuir, visto que o valor da moeda desvalorizou, diminuindo consigo o poder de compra.

 Acontece que, se o contrato de trabalho incluir uma cláusula de indexação, o salário nominal vai variar na mesma proporção da inflação, mantendo o poder de compra constante.

Afonso da Costa

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Variação da taxa de crescimento do PIB "per capita" de Portugal

 A taxa de variação do PIB per capita de Portugal tem vindo a diminuir desde a década de 70.

 Se visualizarmos o crescimento médio anual per capita da economia portuguesa de cada década (1920-2020), é possível verificar que o novo milénio está destacado pela negativa. O século XX, principalmente a segunda metade, impulsionou a economia portuguesa, visto que Portugal aderiu à AECL e à CEE. Nestes cem anos, verifica-se o apogeu na década de 60, tendo o PIB crescido em média 6%. Desde então, a taxa de crescimento tem vindo a diminuir, fixando-se em 0,1% na última década (valor influenciado pela pandemia; 0,9% de 2010-2019). Estes valores demonstram uma enorme estagnação na economia portuguesa.

Afonso da Costa


domingo, 14 de maio de 2023

Arredamento coercivo: justo ou injusto?

Afonso da Costa 15/05/2023

 A problemática da habitação é uma das principais preocupações das sociedades modernas, especialmente nas grandes cidades onde o acesso a alojamento pode ser escasso e dispendioso. Em Portugal, o Governo tem adotado medidas para fazer frente a este problema, incluindo a imposição do arrendamento obrigatório de imóveis devolutos, medida que será implementada brevemente. Contudo, esta ação tem suscitado debates acalorados e controversos, levantando questões acerca do papel do Estado na propriedade privada e a efetividade da medida em si. Neste ensaio, irei analisar esta questão do ponto de vista filosófico e jurídico, procurando avaliar até que ponto o Estado pode interferir na propriedade privada sem violar os direitos dos cidadãos.

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Curva de Lorenz e índice/coeficiente de Gini

 A desigualdade social é uma questão complexa e relevante em qualquer sociedade. Para avaliar e mensurar essa desigualdade, dois indicadores são frequentemente utilizados: a curva de Lorenz e o Índice de Gini.

 Apadrinhada de curva de Lorenz, já que foi criada pelo economista  é um gráfico que representa a distribuição acumulada da renda ou riqueza em uma determinada população. Relaciona a percentagem acumulada da população de um determinado país (eixo das abcissas) com a percentagem acumulada do rendimento que recebe (eixo das ordenadas). Se a curva coincide com a reta de equidistribuição, significa que a distribuição dos rendimentos é perfeitamente igualitária. No entanto, quanto mais afastada está a curva da reta, maior é a desigualdade na distribuição dos rendimentos.

  Ordenando os agregados familiares dos mais pobres para os mais ricos, se a 10% da população correspondesse 10% da receita, se a 20% da população correspondesse 20% da receita, e por daí a diante, então o rendimento estaria equitativamente distribuído.


Gráfico - "Desigualdade económica em Portugal", da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

 O coeficiente ou índice de Gini é um indicador de desigualdade na distribuição do rendimento que procura sintetizar num único valor a assimetria dessa distribuição. Este assume valores entre 0 ou 0% (quando todos os indivíduos têm igual rendimento) e 1 ou 100% (quando todo o rendimento se concentra num único indivíduo).

 Gráfico - Pordata.

 Afonso da Costa

terça-feira, 9 de maio de 2023

Será democrático proibir partidos antidemocrático?

Afonso da Costa 09/05/2023

 O populismo e os extremismos são duas das maiores ameaças às democracias. Em Portugal, existem partidos de extrema-esquerda e direita antidemocráticos. Com isto surge a questão: “Será democrático proibir partidos antidemocrático?”.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

IVA Zero: sucesso ou fracasso?

 

 Passaram-se duas semanas desde a entrada em vigor da medida que isentaria quarenta e quatros bens essenciais de IVA. Fomos para o terreno e analisámos os preços antes e depois da proposta do Governo, com o intuito de verificar se os produtos estão, realmente, mais baratos.

domingo, 16 de abril de 2023

CanSat Portugal

 O CanSat Portugal é um programa educativo que visa promover o interesse dos jovens pela ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). O programa é organizado pela Agência Espacial Portuguesa (Portugal Space), com o apoio de várias instituições parceiras.

 O objetivo do CanSat Portugal é proporcionar aos estudantes do ensino secundário uma experiência prática na construção e lançamento de um pequeno satélite (CanSat), que contém sensores e sistemas de comunicação para recolher e transmitir dados. Esta atividade permite aos jovens adquirir competências técnicas e científicas, além de fomentar a criatividade e o trabalho em equipa.

 Os participantes são desafiados a projetar e construir o seu próprio CanSat, tendo em conta as especificações técnicas e as limitações impostas pelo regulamento do programa. Depois de concluído, o CanSat é lançado por um foguetão de sondagem a uma altitude de cerca de 1 km, onde começa a recolher e transmitir dados em tempo real.

 Além da construção e lançamento do CanSat, os estudantes participam em várias atividades de formação, como workshops e palestras, que os ajudam a aprofundar os seus conhecimentos em STEM. Os participantes também têm a oportunidade de interagir com profissionais e empresas do setor aeroespacial, o que pode abrir portas para futuras carreiras nesta área.

 O CanSat Portugal é uma iniciativa que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, sendo considerado um dos programas educativos mais interessantes e desafiadores para os jovens. Através desta iniciativa, a Agência Espacial Portuguesa pretende estimular a curiosidade e a paixão dos jovens pela ciência e tecnologia, bem como contribuir para o desenvolvimento de novas competências e talentos nesta área.

sábado, 8 de abril de 2023

Bolsonaro e Salvini virão a Portugal a convite do CHEGA

 O líder do CHEGA, André Ventura, anunciou que o antigo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o vice primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, estarão em Lisboa para participar num evento organizado pelo partido que decorrerá a 13 e 14 de maio.

 Bolsonaro e Salvini foram convidados pelo líder do CHEGA, tendo já confirmado as suas presenças, para participar num comício que visa discutir temas como segurança, soberania e imigração, com vários dirigentes da direita europeia, que marcará "Lisboa como um dos novos centros da direita mais forte da Europa e uma das referências mundiais da luta contra o socialismo", revelou André Ventura. Este evento também servirá como um lançamento oficial da campanha do Chega para as próximas eleições legislativas.

 Também foi convidada a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que André Ventura gostava muito que participasse, e Santiago Abascal, do VOX.

 A Iniciativa Liberal foi o primeiro partido a reagir, acusando o CHEGA de extremista e antiliberal, expondo, utilizando o Instagram, que o partido de Salvini assinou um acordo com o partido de Putin a 16 de março de 2017 e que Bolsonaro, quando visitou a Rússia, garantiu a Putin que "Somos solidários com a Rússia", no dia 16 de fevereiro de 2022.

 Abaixo está o vídeo onde André Ventura anuncia o evento.

Afonso da Costa